Notícias


Carteira de crédito comercial Sicredi aumenta 46,3% na região Centro Norte

Quando tomado no momento e na quantidade certa, empréstimo é um importante aliado dos empreendedores para o crescimento dos negócios
   26/09/2018
Fonte: Assessoria   

Para abrir o negócio, comprar insumos, pagar despesas fixas, impostos e os funcionários, reformar ou ampliar as instalações, o empresário precisa de dinheiro. O problema é que nem sempre possui recursos próprios para isso. É quando recorre às instituições financeiras para tomar crédito e assim dar fôlego ao caixa da empresa e cumprir prazos de entrega de produtos ou serviços. Prova de que o Sicredi é parceiro dos empreendedores é que a carteira de crédito comercial para pessoas jurídicas na região Centro Norte - que abrange os estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará e Acre – atingiu R$ 1,493 bilhão em agosto, expansão de 46,3% em relação ao montante registrado em igual mês de 2017, quando somou R$ 1,020 bilhão.

 

Investimento, capital de giro e antecipação de recebíveis estão entre as linhas de crédito mais acessadas pelos empresários. Dependendo do momento vivenciado pela empresa, cada uma delas é contratada com o objetivo de auxiliar o andamento e crescimento dos negócios, sendo que há casos em que o empresário contrata mais de uma linha, sempre respeitando sua capacidade de pagamento. A consultora de Negócios Pessoa Jurídica da Central Sicredi Centro Norte, Kely Freitas, afirma que a instituição financeira cooperativa atende empresários de diferentes portes, desde o microempreendedor individual, passando pelo pequeno e médio empresários até o grande.

 

Atende diferentes públicos de empresas, independentemente do faturamento ou ramo de atividade. Nas agências, os associados têm atendimento personalizado, conforme sua necessidade, seja para investir, para capital de giro ou antecipar o recebimento de suas vendas. “Às vezes o empresário tem dinheiro para montar a loja e para pagar os funcionários, mas não tem recursos para comprar novas mercadorias, justamente por causa do descasamento entre as datas da compra e de pagamento do fornecedor e as datas venda e de recebimento das vendas feitas aos clientes. Neste caso, o Sicredi pode ajudar com linhas de crédito para capital de giro e ajudar a fazer o negócio andar”, ressalta Kely.

 

Ela observa que, se o perfil da empresa é outro, com o negócio já consolidado e com projeto de expansão, o empresário tem à disposição crédito para compra de máquinas e equipamentos, ou mesmo para ampliar a estrutura física do empreendimento, o que dará uma nova roupagem ao negócio, favorecerá o crescimento do associado e da comunidade, uma vez que esse estabelecimento tende a movimentar outros segmentos e gerar novos empregos na região.

 

Outra forma de o Sicredi ajudar o associado é na redução de custos da empresa. Há quem imagine que a contratação de crédito vai aumentar as despesas, mas dependendo do negócio e do momento econômico ocorre o contrário. Essa experiência é contada pelo gestor da Organic Homeopatia Animal, Rogério Tabalipa, de Colorado do Oeste (RO). A empresa trabalha com a fabricação e comércio de produtos homeopáticos para animais de pequeno, médio e grande portes e recentemente contratou capital de giro no valor de R$ 100 mil para a compra de matéria-prima e garantir a produção por um período.

   

 

 

A decisão foi tomada quando o empresário previu o aumento do dólar, o que de fato ocorreu semanas atrás, situação que influencia diretamente na planilha de custos da empresa porque boa parte dos insumos usados na fabricação dos produtos é importada e cotada em dólar. “Com essa operação conseguimos garantir uma boa quantidade de matéria-prima a um dólar mais baixo do que a cotação atual, o que nos ajudou a reduzir nossos custos por um período. Agora é aguardar para ver como o câmbio vai se comportar”, diz o empresário que está no mercado há 11 anos e cujos produtos são comercializados em todos os estados da região Norte do país (Rondônia, Pará, Acre, Roraima, Amapá, Amazonas e Tocantins).

 

 

Além da linha de crédito destinada ao capital de giro, a empresa faz uso do desconto de recebíveis, o que ajuda no fluxo de caixa. “Também temos outros produtos como seguro veicular da empresa, consórcios e outros produtos. Estamos muito satisfeitos com a parceria do Sicredi e com a atenção que nos dão”.

 

Outro associado que contratou crédito para capital de giro foi o supermercado Triângulo, também em Colorado do Oeste, no valor de R$ 100 mil. O aporte foi usado para compra de mercadorias para a loja que, além de vender produtos alimentícios, de limpeza e higiene, possui uma seção de calçados e brinquedos, sendo uma referência para os moradores da região quando precisam desse tipo de produto.

 

A gerente administrativa financeira Ana Maria Moreira Cândido conta que além desse investimento a empresa está tocando obras no segundo piso do prédio, onde serão instaladas salas comerciais. “Esse investimento foi feito com recursos próprios, sendo que apenas uma parte foi contratada junto à instituição financeira. Trabalhamos na oferta de um novo tipo de empreendimento, mais completo, em que além de itens do supermercado, o cliente vai encontrar produtos, como perfumes”, diz ela ao adiantar que uma das lojas já definidas pelos empresários é uma perfumaria. “Queremos ser uma loja completa, reunir tudo num único lugar e facilitar a vida das pessoas, que buscam otimizar o tempos e as compras”. O supermercado Triângulo tem mais de 35 anos de atuação e gera 27 empregos diretos. Com as novas lojas mais postos de trabalho serão criados, cujo número dependerá da atividade escolhida.

 

 

 

É justamente o efeito sobre a comunidade que o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof, destaca ao se referir à parceria entre a instituição financeira cooperativa e os empresários. Ele reforça que o Sicredi está sempre ao lado dos empreendedores, sejam eles pequenos, médios ou grandes, sendo referência principalmente naquelas localidades mais distantes das grandes cidades, onde é a única a oferecer produtos e serviços financeiros na comunidade. “A nossa presença nesses locais reforça o compromisso que o Sicredi tem com o desenvolvimento local, em fortalecer os negócios e oferecer crédito com taxas mais competitivas em relação ao mercado financeiro tradicional. Com isso, as empresas dos nossos associados crescem, geram mais emprego e renda, e beneficia toda a comunidade”.

 

 

Vilão ou aliado?

 

 O crédito contratado em uma instituição financeira é um importante aliado do empresário. Diferentemente do que muitos imaginam, o empréstimo não é um vilão e sim uma oportunidade para o crescimento do negócio. A afirmação é do analista técnico responsável pelo Núcleo de Orientação ao Crédito do Sebrae MT, Fábio Apolinário, ao comentar que esse conceito deve ser interpretado de forma diferente em cada fase da vida da empresa.

 

Ele explica que para o potencial empresário, por exemplo, aquele que ainda vai abrir o negócio, o relacionamento com o banco será diferente da relação mantida entre uma empresa consolidada no mercado. “É importante que o empresário escolha uma instituição financeira para ser sua parceria no negócio. Não buscá-la apenas quando precisa. E nós do Sebrae indicamos que ele avalie todas as opções existentes no mercado, seja pública, privada ou uma cooperativa de crédito, e depois escolha a que se encaixa melhor ao seu perfil. O relacionamento e a movimentação financeira devem ser iniciados antes de a empresa precisar do crédito”, aconselha.

 

Apolinário orienta ainda que, antes de buscar o recurso, é importante que o empresário olhe para dentro da empresa e analise a gestão para verificar se realmente precisa de crédito ou se é necessário melhorar a administração. O objetivo é evitar o endividamento desnecessário e o comprometimento de uma fatia da receita que poderia ser destinada a outras finalidades. “O crédito bancário é igual remédio. Se tomar pouco não sara a doença e se tomar muito pode levar à morte”, compara.

 

Erros mais comuns

 

- Buscar recurso sem verificar se na empresa já não o possui.

 

- Procurar a instituição financeira só quando a empresa precisa.

 

- Se descapitalizar. Muitos fazem investimento apenas com recursos próprios e quando acaba é que se procura a instituição financeira, sendo que nesta situação crédito será mais caro.

 

- Usar capital próprio para fazer a empresa crescer, em vez de usar a instituição financeira.

 

- Microempreendedores individuais têm medo de informar sobre a empresa e o faturamento. Agindo assim, muitas vezes terão acesso a um crédito inferior ao que poderiam contratar.

 

- Não entender que o banco é um fornecedor. As instituições financeiras são fornecedoras de recursos e devem ser tratadas como tal, mantendo relacionamento constante e saudável.

 

Fonte: Sebrae MT