Juara - MT

História: Em 8 de outubro de 1971, José Pedro Dias, o Zé Paraná, e mais um grupo de pessoas, partiu das margens do Ribeirão Caracol, chegando ao Córrego Água Boa, ponto inicial da colonização. O primeiro nome dado à localidade foi Gleba Taquaral. A 8 de julho de 1973 foi colocado o primeiro marco da sede, época que já tinham chegado à região cerca de 38 famílias, plantando arroz, milho e feijão.
Em 25 de julho de 1974, Dom Henrique Froehlich, bispo prelado de Diamantino, celebrou solenemente uma missa em Taquaral. Ocorria um crescimento acima da média nacional. O fluxo migratório foi intenso, passando então Taquaral a chamar-se Juara. A colonização deu tão certo que os primeiros 102 lotes de terras foram vendidos rapidamente, abrindo-se outra fronteira na gleba Itapaíunas, beneficiado por um projeto fundiário. Outros 85 lotes em Mundo Novo, 118 em Águas Claras e 130 lotes em Catuaí. O desenvolvimento foi rápido, atraído pela fertilidade do solo e topografia plana ou levemente ondulada. A agricultura de subsistência e a pecuária de gado bovino, além da fartura da madeira de lei – mogno e cerejeira, incentivaram o crescimento populacional e da economia.

Para alguns o nome Juara originou-se da fusão dos nomes dos rios Juruena e Arinos; para outros, o nome tem origem da língua tupi e que significa “moça bonita”.

A Lei Estadual n.º 4.349, de 23 de setembro de 1981, de autoria do deputado Osvaldo Roberto Sobrinho, criou o município.

 

População: 31.563 habitantes.

Limites: Porto dos Gaúchos, Novo Horizonte do Norte, Tabaporã, Alta Floresta, Nova Monte Verde, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Brasnorte, Castanheira e Juruena.

Distância de Cuiabá: 695 Km.

Economia: Agricultura, pecuária e extrativismo vegetal.

 

Sr. Juarez, presidente da Credivale, procurou a Rádio Tucunaré para falar sobre o cooperativismo, cooperativa de crédito e demosntrou interesse em instalar uma unidade da Credilave em Juara.

No ano seguinte, Aparício Cardoso como presidente da Câmara Municipal de Vereadores, convidou a diretoria da Credivale para explanar a idéia na “Tribuna Livre”.

Quando se falou em cooperativa, o descrédito era enorme, muitos ficaram receosos, já que Juara teve experiência negativa com cooperativa, uma cooperativa de produção que deixou prejuízos a muitos cooperados na época.

Algumas reuniões foram feitas, no início com pouca participação, mas devagar as dúvidas foram sanadas e as pessoas aderindo à idéia.

Os poucos que mostraram interesse e se engajaram na instalação da Credivale, foram com muita vontade e confiança no que estavam fazendo. As pessoas com raízes do sul, elas sabiam da importância de uma cooperativa, tinham pensamentos positivos e estavam determinadas, pois sabiam da seriedade dos dirigentes que estavam conduzindo.

Em 1998 a Credivale se instalou em um espaço pequeno, bem modesto, Com o trabalho realizado no dia a dia, a cooperativa cresceu e mais rápido do que se esperava e acreditava.

 

“No início os degraus eram menores, mais pertos, mas se subia com mais dificuldade e a partir de determinado tempo, os degraus podiam até ser maiores, mas foi se subindo com mais facilidade. A estrutura como um todo, a aceitação, o cooperativismo, o associativismo, os benefícios que passou a gerar, a integração na sociedade... Um crescimento sustentável.” – João Conte

 

“Sabe-se que as linhas de crédito para pequenos produtores sempre são mais difíceis, no Sicredi eles são vistos de outra forma, para esses pequenos, com menor poder aquisitivo, a porta que sempre está aberta é a do Sicredi.” – João Conte

 

“Lembro de uma fase crítica que Juara passou, onde devido pressões ambientais, a redução do extrativismo foi drástica, o setor madeireiro quase parou, houve grande número de desemprego, mas isso ocorreu em todos os estados que tinham no extrativismo parte da economia. Houve uma readequação e quem permaneceu no setor se profissionalizou e se adequou dentro do que as leis exigiam e neste período de dificuldades, o Sicredi deu sustentação as empresas, ao comércio.”  - Aparício Cardoso

 

“Hoje o Sicredi é muito bem embasado, forte, contribui e muito para o desenvolvimento local, inclusive para incremento dos bancos aqui instalados, melhorando atendimento e serviços” – Aparício Cardoso