Cotriguaçu - MT

História: O início do povoamento de Cotriguaçu foi com a abertura da fronteira agrícola mato-grossense, onde sulistas ocuparam áreas com a finalidade de formar seringais, para a produção de látex. O grande avanço de colonização foi dado pelo Projeto Cotriguaçu-Juruena, através da Cotriguaçu Colonizadora do Aripuanã S.A., componente da Cooperativa dos Triticultores de São Miguel do Iguaçu, do Paraná, incentivado pela abertura da rodovia AR-1, pela Codemat-Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso, ligando Vilhena a Aripuanã. Com a decadência da borracha, tanto mais pela falta de mão de obra para a sua extração, os colonos foram direcionando suas atividades para a agricultura de subsistência, para a pecuária e para a exploração da madeira que era abundante. A abertura da estrada-tronco e de inúmeras estradas vicinais no ano de 1984 favoreceu a venda de centenas de lotes rurais e urbanos e em pouco tempo o núcleo urbano estava com 1.250 moradores. Serrarias se instalaram na região e o desenvolvimento cresceu rapidamente, sendo que em 04 de julho de n. 5.912, de autoria do Deputado Jaime Muraro, foi criado o município de Cotriguaçu.

 

População: 14.965 habitantes.

Limites: Nova Bandeirantes, Juruena, Colniza, Aripuanã e o Estado do Amazonas.

Distância de Cuiabá: 920 km.

Economia: Agricultura de subsistência, pecuária, extrativismo vegetal e turismo.

 

Tudo dependia de Juruena ou até mesmo de Juína. Não tinha correio, muito menos instituição financeira; auto–peças mais equipado ou até mesmo um mercado com melhor qualidade ali não existia.

Discutindo as dificuldades da época, numa roda de chimarrão, surgiu a idéia de procurar a diretoria da cooperativa e saber o que era preciso fazer para que fosse instalada uma unidade em Cotriguaçu, pois as notícias de outras cidades que tinham o Sicredi eram muito favoráveis, só coisa boa. Em Juína foram muito bem recebidos, mas a instalação não seria tão simples e nem rápida.

Quando foram buscar apoio da população, esta se dividiu, pois muitos não entendiam de cooperativismo, enquanto que alguns tiveram experiência desfavorável com cooperativa de produção no sul, dificultando assim a adesão por associado e que foi um enorme desafio. Até para conseguir um local adequado para montar a unidade foi complicado, nada era compatível.

Além disso, a possível instalação da cooperativa foi motivo de discussão política, usada em palanque, um candidato jogava contra o outro e muitas inverdades foram ditas.

Depois que a cooperativa começou a funcionar, muitos vieram para se associar, uma pessoa levava outra. Os primeiros associados foram: Dilvo Santo Balestrim, Jorge de Quadros, Irrael Sanches Santiago, Walter Willy Kischkel, Zemir Brambila, Urbano Bervian, Jorge Serafim Zimmer, Darcisio Jose Walker, Pedro Canisio Malmann, Suzette Cristina Teodoro, Lauro Artur Schutz, Ademir Ranzan, Valdecir Bervian, Adelar Albano Klein e Lina Maria das Neves. A partir daí foram percebendo que existia seriedade em tudo que se passava por ali e a instalação da cooperativa favoreceu a todos, produtores rurais, empresários, profissionais liberais e cidadãos de um modo geral. A cooperativa deu vida nova a cidade, movimentando a economia do município com a liberação de financiamentos e prestando outros serviços que antes a população não tinha acesso, desde um simples seguro de veículo até a aplicação financeira dos poucos recursos que sobravam.

 

“Apostei no Sicredi, acreditei na cooperativa. Tudo que tenho hoje, que eu consegui, eu devo ao Sicredi”. - Irrael Sanches Santiago

 

“União! A união fez com que a cooperativa se instalasse e desse certo. Ela é para todo mundo, do colono ao grande empresário”. – Marilene Gaieski Ranzan