BRASNORTE - MT

História: O sugestivo nome de Brasnorte teve origem no patriotismo e na brasilidade da população que já estava radicada na área e que sempre esteve ocupada por inúmeras nações indígenas, homenageando a empresa colonizadora. Em 1967 foi implantado um projeto agropecuário favorecido pela SUDAM, em área pertencente às Casas Anglo Brasileiras, de São Paulo. Posteriormente parte deste projeto foi adquirido pelo Grupo Roderjan. Outros projetos e madeireiras se instalaram na região, também sendo destacadas as serrarias dos Srs. Adolfo Cortese e Bianchini. Houve grandes investimentos no plantio de seringueiras para a extração da borracha, cujas áreas posteriormente foram transformadas em lavouras e pecuária. A empresa responsável pela implantação do projeto de colonização foi a Colonizadora Brasnorte Ltda., de Nelson Vetorello, que se inspirou no termo "Brasil Norte", sendo os primeiros colonizadores oriundos do oeste do Paraná, trabalhadores e proprietários rurais que tiveram suas áreas inundadas pelas águas do Rio Paraná, quando do fechamento das comportas da Usina de Itaipú.

A região pertencia ao município de Diamantino, tendo sua primeira missa celebrada em 27 de maio de 1979, pelo padre José Mathias Orth. O povoado ganhou foro de distrito em 04 de novembro de 1980. O município de Brasnorte foi criado em 5 de setembro de 1986, através da Lei Estadual nº 5.047.

 

 

População: 14.825 habitantes.

Limites: Castanheira, Juína, Sapezal, Campo Novo do Pareci, Nova Maringá e Juara.

Distância de Cuiabá: 595 Km.

Economia: Agricultura com lavouras de soja, milho, arroz e algodão, pecuária e extrativismo vegetal.

 

Quando o Banco Bamerindus foi vendido ao HSBC, o novo grupo fechou inúmeras agências, entre elas a de Brasnorte, que ficou sem instituição financeira Sendo assim, os populares ficaram na dependência de cidades vizinhas para fazer qualquer operação bancária. Dificultou bastante, pois a estrada era péssima, não se tinha asfalto e às vezes era preciso se deslocar até três vezes por semana até um banco e ainda tinha o risco de andar com volume de dinheiro. Muitas vezes perdia-se quase uma semana para resolver algo grande, como um financiamento, por exemplo, pois dependendo da situação era necessário se deslocar até Diamantino há 580 km.

Preocupados com a situação que se encontravam e por não conseguirem nenhum banco para abrir um ponto de atendimento que fosse, resolveram então buscar por uma cooperativa de crédito. Formaram uma comissão de aproximadamente umas 20 pessoas, se mobilizaram e deslocaram até Juína (160 km) para procurar a diretoria da Credivale. A comissão foi muito bem recebida e a diretoria da cooperativa demonstrou interesse em ajudá-los e expandir a Credivale. Após muitas idas e vindas, a idéia foi concretizada e primeiramente os interessados abriram conta na unidade de Juína, pois era o mais viável na época e o que se tinha disponível para o momento, até porque a Credivale ainda não estava bem consolidada.

Muitas reuniões foram feitas até a instalação. O comércio abraçou a causa, pois na verdade a necessidade era urgente. Houve certa resistência por parte de alguns populares, por dúvidas que iam surgindo devido a experiências negativas em nosso estado com cooperativas de produção, aliado à exigência de depósito inicial para cota-capital. A diretoria da Credivale exigiu que a comissão conseguisse 100 sócios  para início da unidade e com apenas dois dias em busca de associados, fecharam 60, o que deu um ânimo muito grande.

A Unidade de Brasnorte começou numa pequena sala, tímida, com parte da mobília adquirida do antigo Bamerindus. O quadro de funcionários foi feito com pessoas da própria cidade, valorizando os munícipes; apenas o gerente era de fora, pois era preciso experiência na área. No início a compensação era feita em Juína, com malotes diários. Aos poucos tudo foi melhorando, se consolidando e pela determinação de todos, logo se expandiu e hoje é respeitada e reconhecida por toda a sociedade, impulsionando o desenvolvimento de toda a região.

 

 “Certa época que dependíamos de outra cidade para operações financeiras, Juína ou Campo Novo, éramos excluídos. Só conseguíamos financiamentos se sobrasse crédito, éramos os últimos da fila. Com o Sicredi vindo para cá, tudo mudou. Passamos a ser tratados com prioridade, com destaque, por sermos sócios da cooperativa, que é assim que funciona.” - Benjamin Pratti

 

 “É uma sociedade de pessoas, todos opinam, todos crescem juntos. A cidade cresceu com a cooperativa, as empresas cresceram com a cooperativa.” - Claudete Colla Pinto

 

 “O Sicredi veio de encontro com os anseios e as necessidades da comunidade. Apesar de ser uma cooperativa, tem os fins lucrativos, mas é do associado.” - Juelci Ferrari