ARIPUANÃ - MT

História

 

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História: No final do século XIX, toda influência na região de Aripuanã provinha dos Estados do Amazonas e Pará, por causa do intenso intercâmbio comercial. Somente a partir de 1908, com o início dos trabalhos de instalação das linhas telegráficas estratégicas, pela Comissão Rondon, a situação se alterou.
De história e movimentação antiga, o termo Aripuanã é referência ao Rio Aripuanã, que margeia a cidade. No entanto, a primeira sede municipal, já com o nome de Aripuanã, foi erguida a cerca de duzentos quilômetros de distância da atual, às margens do Rio Roosevelt. A sua história é marcada por conflitos com os povos indígenas e a sua economia era movimentada com o extrativismo mineral e da borracha.
Em 1932, foi criado o Distrito de Paz de Aripuanã, extinto seis anos depois. A grande distância da capital do Estado e a enorme dificuldade de acesso prejudicou imensamente o seu desenvolvimento, à época.
No dia 31 de dezembro de 1943, o Decreto-Lei nº 545, criou o município de Aripuanã. A partir desta época os prefeitos eram nomeados e governavam o município a partir de um escritório em Cuiabá.
No ano 1966, o governador Pedro Pedrossian nomeou Amauri Furquim para prefeito, incumbindo-lhe de encontrar um novo e melhor local para se instalar a sede do município. Profundo conhecedor da região amazônica, Furquim situou a cidade na margem do verdadeiro Rio Aripuanã, termo que justificou o topônimo. A cidade localiza-se na altura dos saltos Dardanellos e Andorinhas, em local de extraordinária beleza natural.

Hoje com economia forte, tem o comércio, a pecuária, o extrativismo vegetal e o turismo como seus impulsores.

 

População: 18.498 habitantes.  

Limites: Colniza, Rondolândia, Juruena, Castanheira, Juína e Cotriguaçu.

Distância de Cuiabá: 1.080 km.

Economia: Agricultura, Pecuária, Extrativismo vegetal e Turismo.

 

Na época, meados de 1998, o garimpo já quase não existia, a pecuária estava iniciando e o comércio local passava por dificuldades devido à precariedade das estradas, o que encarecia o frete e o valor final da mercadoria, mas a extração da madeira era a força maior, o que movimentava Aripuanã.

 

Por um período o município possuía duas instituições financeiras: o Banco do Brasil e o Banco Bamerindus. Com o fechamento da agência do Bamerindus tudo ficou na dependência única e exclusiva do Banco do Brasil, o que ocasionou grandes dificuldades, principalmente se tratando do acesso das pessoas mais simples.

 

Devido a isto, um grupo de pessoas procurou a diretoria do Sicredi Univales para que fosse instalada em Aripuanã uma unidade da cooperativa de crédito. Foram feitas 1,2,3 reuniões..., até a população acreditar nos propósitos da cooperativa, pois poucos conheciam de cooperativismo e a desconfiança no sistema era grande.

 

Foram 2 anos de conversas, cobranças, até que Juína fez uma proposta, pois a cooperativa ainda era pequena e não tinha condições de abrir a unidade. A diretoria da Associação Comercial de Aripuanã se reuniu com a diretoria do Sicredi Univales para sanar algumas dúvidas. Dalí saiu um grupo para fazer visitas com uma ficha a ser preenchida com intenção de se associar. Foi um trabalho árduo para convencer algumas pessoas a aceitar e acreditar na idéia.

Então a diretoria propôs que conseguissem 50 pessoas, arrecadando assim R$25.000,00 (vinte e cinco mil reais) em cotas de capital. Tiveram êxito total. O grupo conseguiu associar 65 pessoas, arrecadando R$65.000,00 (sessenta e cinco mil reais), bem mais que o proposto, superando as expectativas. Os primeiros 15 associados foram: Jimir Antonio Pick, Elaine Maria Lazzari Meotti, Arcides Korb, Josias Teixeira de Araujo, Pedro de Abreu, Lauredano Mafalda Brizola, Joelson Roda Leite, Valdomiro Sczpanick, Nair Tavares Rissardi, Ivaldir Dilli, Luiz carlos Wilhelm, Salete da Ross Stefanello, Amadeu Venancio Nantes, Domingos Goncalves de Paula e Airton Emilio Capelesso.

No início era Cooperativa de Crédito Rural e atendia somente pessoa física. Mais tarde é que veio a atender pessoa jurídica.

A instalação da cooperativa surgiu como uma nova alternativa, fortalecendo o comércio e os produtores, e alavancando a economia da região. Se fala muito que Aripuanã viveu duas fases: a primeira, antes da chegada do Sicredi; a segunda, após a instalação da unidade do Sicredi.

 

 “Lembro que quando, logo depois que Jaimir falou na reunião e que articulamos a vinda da diretoria de Juína, recebi o telefonema de um comerciante falando que eu não sabia da fria que estava colocando Aripuanã. Eu desafiei a pessoa e depois ele foi um dos primeiros a se associar.” - Antonieta Varaschin

 

 “Cooperativa, eu acredito que é uma modalidade muito eficiente, porque cuidar de uma coisa que é da gente, a gente o faz de maneira mais satisfatória, cuida melhor, tem aquele compromisso de manter. O cooperativismo tende a crescer no mundo todo, porque é uma maneira onde todo mundo participa dos problemas e dos benefícios.” - Dr. Agostinho C. Teles

 

 “Quando o Sicredi foi se instalar, não conseguia linha telefônica, por preço algum, não se conseguia mesmo, não se tinha recurso na cidade. Quando fiquei sabendo, eu tinha duas linhas telefônicas e disponibilizei uma para o Sicredi. Disponibilizei sem custo algum, pela confiança que depositei na cooperativa. Perguntaram-me quanto eu cobraria, mas falei que o valor maior que eu iria receber era ver a cooperativa desenvolver e fazer o bem para a sociedade”. - Pedro de Abreu