Apiacás - MT

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História: Em 07 de julho de 1891, no auge da economia da borracha, o governador Cel. João Nepomuceno de Medeiros Mallet, criou no território do atual município uma agência de arrecadação fiscal. A história da economia seringueira declinou. A colonização efetiva de Apiacás deu-se através da INDECO, empresa de Ariosto da Riva.

Em 06 de julho de 1988, pela Lei Estadual nº 5.322, foi criado o município com a denominação de Apiacás, em homenagem ao Rio Apiacás, a Serra dos Apiacás e aos povos indígenas Apiaká.

 

População: 8.337 habitantes.

Limites: Estados do Amazonas e Pará. Municípios de Paranaíta, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde.

Distância de Cuiabá: 964 km.

Economia: Extrativismo mineral (ouro) e vegetal, agricultura de subsistência e pecuária de cria, recria e leiteira.

 

Entre os anos de 1988 e 1991, existiu em Apiacás uma agência do Banco Bamerindus, mas que fechou as portas como em algumas outras cidades, o que de fato tornou-se um dos grandes problemas da época, pois a cidade ficou sem instituição financeira e permaneceu assim por um grande período, o que se fazia necessário a instalação de outra agência bancária.

Toda movimentação era feita em Alta Floresta há 200 km, através de “maloteiros” que cobravam pelo serviço, pois se arriscavam enfrentando as dificuldades da estrada e ainda corriam risco de assalto. Outra alternativa era a utilização de um esquema de intercâmbio com as Casas de Compra de Ouro, que funcionava da seguinte forma: “Um casa de compra de ouro de Apiacás era filiada a outra de Alta Floresta. Depositava-se certa quantia na compra de ouro de Apiacás e via rádio comunicava-se a compra de ouro de Alta Floresta, onde lá se autorizava o depósito bancário para atender as necessidades de compra, pagamento de duplicatas e outros”.

Aliada a esse problema, em 2004 e 2005, Apiacás passou por uma grande crise, talvez a maior delas. Empresas fecharam e muita gente foi embora. Nesta época a economia estava em uma fase de transição de garimpo para madeira e a pecuária despontando como uma grande alternativa econômica, mas o crescimento da economia emperrava, pois a cidade não tinha a oferecer os benefícios financeiros que uma cidade onde se tem uma agência bancária oferecia.

 

A Diretoria do Sicredi-Univales, na busca de ampliar o seu mercado de atuação e sabendo das dificuldades da população, procurou a Associação Comercial e Industrial de Apiacás, através do presidente José Maria Alves, que a recebeu, aceitou e apoiou a idéia de imediato. Buscaram por informações a respeito da diretoria que estava à frente do Sicredi-Univales e após ser constatado que eram pessoas idôneas, um grupo de pessoas e a Associação Comercial juntaram forças para a instalação da Unidade. Nesse primeiro contato, a cooperativa de crédito era vista com ar de desconfiança, pois quando se falava em cooperativa, só se tinha em mente a Credialta, uma cooperativa de produção de Alta Floresta que veio a falência, uma experiência frustrada que deixou muitos munícipes de Apiacás no prejuízo. Reuniram-se comerciantes e empresários com a diretoria do Sicredi Univales para explicar o funcionamento da cooperativa, o que teve uma excelente acolhida, até porque durante as reuniões viu-se que era algo sério, que as pessoas envolvidas transmitiam credibilidade e que cooperativas de crédito estavam dando certo em várias cidades do Mato Grosso, e que os pequenos empresários ou produtores tinham facilidade de acesso a linhas de crédito e serviços. Esse fato foi positivo para o interesse das lideranças na viabilização para a instalação de uma unidade do Sicredi.

Todavia, para a sua viabilização, foram convocados os interessados para que conseguissem a filiação de mais uma pessoa ou empresa. Os primeiros 15 associados foram: Associação Comercial e Empresarial de Apiacás, A J Zago Ltda, Fontalva e Zago Ltda, Mario Luiz Giancomelli, Roque Baumgarten, Centromel Centro Comercial de Máquinas E Equipamentos, Daniele Cristina Barazetti, Rubens Maoski, Elton Della Giustina, Geovane Grzegorzik, Fabio Luiz Bernardes, Paulo Henrique Ferreira, L D C Pedro Me, Joao Afonso Rosa e Tornado Comercial de Veículos.  Isso sim foi o que trouxe muitas esperanças, muita motivação, uma injeção de ânimo para a cidade, pois a cooperativa estava surgindo bem no momento de crise. O Sicredi-Univales acreditou, a população confiou, e essa parceria resolveu um grande problema. Por mais que seja uma cooperativa de crédito, para a sociedade ela cumpre o papel de um banco.

Aos poucos a população foi entendendo a diferença e o que se vê hoje é força e confiança conquistada pela seriedade dos diretores. O Sicredi provou que o cooperativismo é sinônimo de progresso e hoje a cooperativa agrega valor na cidade, fortalecendo, captando e distribuindo renda no município, que tem no Sicredi um grande parceiro do dia-a-dia.

 

Com o passar do tempo, tivemos a certeza de que o Sicredi é um negócio da gente e a memória que tenho é que hoje é o que mais está auxiliando o cidadão de Apiacás na questão financeira e até na questão social... O Sicredi não é só uma cooperativa de crédito, é um parceiro da ação social a nível de Brasil, de estado, de município...”

- Itamar Andreatta

 

“Hoje quando se fala em Sicredi ele não é só um parceiro financeiro, mas um vínculo mais íntimo, como se fosse fazer parte da estrutura familiar financeira da gente. Reclamações ou problemas sempre existirão, mas o Sicredi tem a preocupação em saber onde e o quê... E isso já é importante”. - Itamar Andreatta

 

 “O Sicredi mesmo sendo uma cooperativa de crédito, supre a necessidade da população, nos oferece o que qualquer instituição financeira poderia oferecer, com uma diferença, nos trata como parceiros, como sócios... O Sicredi veio para agregar valor para nossa cidade, para nos dar suporte”. - José Maria Alves

 “O Sicredi realiza hoje um trabalho que seria de instituições financeiras estatais como o Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal. Ele tem a preocupação de ser a vanguarda, está indo atender onde as pessoas realmente precisam”. - Maurício César Bento

 

 “Hoje o Sicredi é indispensável para o município. Otimismo e confiança. O passado mostrou isso, o presente está mostrando e o futuro espera muito mais ainda do cooperado. Que cada vez mais se fortaleça essas iniciativas de cooperação”. - Osmar José Schlickmann