Castanheira - MT

História: Devido à movimentação do Rio Juruena por viajantes entre os municípios de Diamantino e Belém do Pará, a região teve importância no século passado como lugar de apoio aos navegantes. Também a extração da borracha em seus diversos estágios de produção e da extração da castanha-do-pará girava a economia e deram vida à região. O núcleo de colonização destinado a perdurar surgiu no ano de 1980, sendo a primeira missa celebrada em 23 de setembro de 1981, pelo padre Duílio. Nesta época algumas casas começavam serem levantadas em região de imenso castanhal, e o engenheiro civil responsável pelo projeto Juína, Hilton Campos, não teve dúvidas e batizou o lugar de Castanheira. Apesar das dificuldades, a comunidade foi evoluindo economicamente com a exploração da madeira, abertura de grandes fazendas de pecuária, fortalecendo o comércio e o povoado transformou-se numa progressista cidade.  Em 18 de abril de 1986 foi criado o distrito de Castanheira, pertencente ao município de Juina. Através da Lei n.º 5.320, de 04 de julho de 1988, criou-se o município de Castanheira, cujo projeto de lei foi apresentado pelo deputado estadual Hilton Campos.

 

População: 8.116 habitantes.

Limites: Brasnorte, Juína, Juara, Juruena e Aripuanã.
Distância de Cuiabá:
790 Km.

Economia: Extrativismo vegetal, pecuária e agricultura.

 

Castanheira não possuía instituição financeira alguma, tudo dependia de Juína, era um transtorno muito grande.

Cansados de promessas e a espera de uma solução para este problema, um grupo se uniu e resolveu procurar em Juína a diretoria da Credivale, já que seria mais fácil instalar uma cooperativa de crédito do que um banco, até porque dos 106 sócios fundadores da Credivale, 5 eram de Castanheira: Marcos Antônio Busnelo, Gilson Bernardes, Nelson Dílio e estes sonhavam com a instalação de uma unidade própria em Castanheira.

 

Houve muita resistência quanto a instalação da unidade de cooperativa de crédito, haja vista experiências negativas com cooperativas de produção e que deixaram muitos no prejuízo, entre elas a Cooperjuína  que atingiu muitos cooperados que residiam em Castanheira. A Credivale existia há apenas 4 anos, ainda não estava bem solidificada, mas devido à necessidade, resolveram arriscar e aceitaram o desafio.

Foi realizada uma primeira reunião expondo as vantagens sobre cooperativismo e a importância de uma cooperativa de crédito. Nesta reunião estavam presentes muitas pessoas interessadas em conhecer ao certo como tudo funcionava, mas também alguns curiosos. Em seguida, foram feitas visitas aos comerciantes, produtores rurais e outras lideranças do município.

Depois de alguns encontros foram esclarecidas muitas dúvidas que surgiram e algumas pessoas se associaram com cotas de capital, mas insuficientes para plena viabilidade de uma unidade. Mesmo assim a diretoria da Sicredi resolveu instalar a unidade já que havia mobilização de toda a sociedade e pela parceria com a prefeitura municipal que arcou com o custo de um vigia e disponibilizou um funcionário até que a unidade superasse as dificuldades iniciais, o que não demorou muito tempo. Os 15 primeiros associados foram:
Marcos Antonio Busnello; Gilson Bernardes; Celso Rubens Rodrigues; Arrival  Gonçalves Rios; Mauro Humberto Maraia; Leonardo Batista da Costa; Luiz Carlos da Silva; Olimpio Alves de Moura; Valerio Horodenski Lopes e Edson Trentini.

Por certo período a Unidade de Atendimento de Castanheira passou por dificuldades, pois ainda era colocada em dúvida a credibilidade da cooperativa de crédito, com certa resistência do comércio da região em transacionar com cheques de sua compensação. Pensou-se até em fechá-la, mas a motivação dos sócios e a vontade de permanecer e crescer deu forças para continuar. Hoje a existência da unidade é valorizada e reconhecida por toda a sociedade como uma mola propulsora do desenvolvimento de Castanheira, seja pelas linhas de crédito disponibilizadas, seja pela prestação dos vários serviços que favoreceram a vida da população, além da parte social sempre presente nas ações desenvolvidas pelo Sicredi.

 

 “Pelo problema que Juína teve com a Cooperjuína, os populares tiveram receio, mas torciam para que desse certo. Sabiam que a cooperativa estava em boas mãos e que era preciso começar alguma coisa. Foi o que aconteceu! Com receio, mas com vontade de que as coisas dessem certo.” - Marcos Antônio Busnelo

 

 

 “A descrença na cooperativa era tamanha que muitos chamavam de Tamburete, de Banquinho.” - Arrival Gonçalves Rios

 

 

 “É uma cooperativa de crédito que dá crédito! Foi fundamental para o desenvolvimento de Castanheira, fortaleceu o município.” - Zilda Maria de Bona Sartori Stangherlin