COLNIZA MT

História: Grandes dificuldades enfrentaram os pioneiros de Colniza. O maior entrave sempre foi a dificuldade nas comunicações, tratando-se de vias de acesso e telefonia, visto que neste final de milênio o município já instalado possuia apenas um posto telefônico.
Por ocasião da tramitação da documentação sobre a consulta plebiscitária para criação do município, o deputado Pedro Satélite justificou a ação em função da distância do então distrito de Colniza do município-mãe Aripuanã, que é de 200 quilômetros. Outro fator de distância considerável são os 1.200 km de Cuiabá à Colniza. Esta documento foi redigido em 25 de abril de 1995, e hoje são 139 municípios instalados em Mato Grosso.

O município foi criado através da Lei Estadual nº 7.604, de autoria do deputado Pedro Satélite, com território desmembrado do município de Aripuanã, até então o maior município do Estado de Mato Grosso. Colniza experimentou um crescimento demográfico acima da média nacional, com um fluxo inimaginável de famílias e que trouxe sérios problemas fundiários, de habitação, de saúde e de segurança pública. Equacionados esses problemas, Aripuanã tem mostrado crescimento econômico favorável, tendo no extrativismo vegetal sua principal fonte de renda, geração de empregos e arrecadação de impostos.

 

População: 26.381 habitantes.  

Limites: Estados de Rondônia e do Amazonas e os municípios de Cotriguaçu, Aripuanã e Rondolândia.

Distância de Cuiabá: 1.200 km.

Economia: Pecuária e extrativismo vegetal.

 

Colniza não possuía nenhuma instituição financeira, nem posto avançado de banco algum. O comércio era movimentado, mas a dificuldade para transações bancárias era grande, era preciso se deslocar até Aripuanã que fica cerca de 200 km de distância ou contratar o serviço de Rildo Farias, que com uma van ia até lá 2 vezes por semana para fazer serviços bancários. Depois de um tempo aconteceram alguns assaltos, o que deixou os comerciantes temerosos.

A população buscou pelo Banco do Brasil, mas não foi viabilizado.

Conhecedores do trabalho sério que a Credivales realizava na região, uma primeira reunião com cerca de 10 ou 12 pessoas foi realizada em baixo de um pé de manga; telefone não existia e o convite foi feito boca a boca.

Darci José Mallmann, presidente da ACIC - Associação Comercial e Industrial de Colniza foi até Juína procurar a diretoria da Univales e ver o que era preciso para instalação de uma unidade de atendimento em Colniza.

A diretoria deu o sinal verde, condicionada a captação  de 200 associados.

Foi convocada então uma reunião entre os associados da ACIC e entidades organizadas e dali formaram uma comissão pró-instalação do Sicredi, com representantes da ACIC – Darci José Mallmann, Câmara Municipal – Clínio Tomazi, Comércio – Francisco Buritza, ASSIMACO (Associação das Indústrias Madereiras) – Idemar Finco e Sindicato dos Trabalhadores Rurais – Joab Mendes.

Reuniram-se os comerciantes e empresários e depois os produtores rurais,Após essas reuniões, fizeram outra com todos os segmentos da sociedade, uma espécie de assembléia. A aceitação foi grande, favorecida pela necessidade de uma instituição financeira e pela cultura cooperativista que grande parte das pessoas possuíam, adquiridas no sul do país.

O gerente da unidade de Juruena, Wilson Araújo, ficou por uns 20 ou 30 dias na Associação Comercial fazendo um pré - cadastro, o que resultou em 483 nomes.

Com isso, provou-se a viabilidade e passaram a realizar os trâmites para a instalação da tão esperada unidade do Sicredi. Os primeiros 15 associados foram: Elias Antonio Barbosa, Claudair Maximiano da Silva, Cidnei Zilio, Milton De Souza Amorim, James Airton Grabner, Vera Lucia da Silva Rephe, Rogerio Sanches Livoratti, Antonio Reis de Melo, Marcos Aurelio da Conceição, Fabio Balem Jandrey, Joao Porfirio de Matos Junior, Joao Vilmar Votri, Monica Arnold Vieira de Andrade, Genival da Silva Soares e Antonio Procópio Dias.

A cidade não possuía imóvel disponível em condições se abrigar a unidade do Sicredi. Um barracão em construção, foi a solução. A cooperativa firmou parceria com o proprietário e a obra foi moldada de forma a atender as necessidades para a instalação da cooperativa.

Em pouco tempo se tornou uma das maiores unidades da Univales, aliando competência com seriedade. Um trabalho que valeu a pena!

 

“Tinha uma vã que fazia este trajeto duas vezes por semana, o responsável era Rildo Farias, ele cobrava uma taxa para fazer todo serviço bancário. Por duas vezes a van foi assaltada e os comerciantes começaram a ficar com medo”. - Darci José Mallmann

 

“O desenvolvimento do município se não tivesse a participação ativa da cooperativa, tenho certeza que as coisas não teriam acontecido com o sucesso que aconteceu. O Sicredi foi um ponto marcante para o desenvolvimento de Colniza”. - Nelci Capitani